O ex-prefeito de Ananindeua, médico e candidato do Podemos ao Governo do Pará, Daniel Santos, assume o papel de principal representante da oposição na disputa pelo executivo estadual, com apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro e inserção na coligação 'O Pará é do Povo!', que congrega Podemos, PL, DC, Novo e PRD/Solidariedade, em cenário marcado pela transição de cargo e partido após sua renúncia à prefeitura em abril de 2026.
Contexto Histórico e Trajetória Política do Candidato
A apuração revela que Daniel Barbosa Santos, conhecido como Dr. Daniel, construiu uma trajetória de 14 anos na política paranaense, iniciada com a eleição como vereador de Ananindeua em 2012 pelo PSDB, seguindo para a presidência da Câmara Municipal em 2016 e eleição como deputado estadual mais votado do Pará em 2018, cargo que ocupou até sua transição para a executiva estadual.
Seu movimento político inclui a saída do PSB em 2026, após dois mandatos como prefeito reeleito com 83,48% dos votos válidos, e filiação ao Podemos para compor a chapa com o PL de Flávio Bolsonaro, consolidando uma estratégia de aliança com o núcleo conservador do país.
O plano de governo apresentado enfatiza responsabilidade fiscal, segurança jurídica, desenvolvimento econômico baseado em infraestrutura e agroindústria, além de modernização administrativa por meio da transformação digital e integração setorial.
A escolha da vice-governadora Ellayne D'Almeida (PL), de Itaituba, reforça a aproximação com o bolsonarismo e amplia a base de apoio entre setores conservadores da região norte.
Sua formação em Medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), com especialização em ginecologia e obstetrícia, e casamento com a deputada federal Alessandra Haber (Podemos), reforçam sua trajetória técnica e vínculos institucionais no cenário político.
Com 83,48% dos votos válidos nas últimas eleições municipais de Ananindeua, Daniel Santos consolidou legitimidade popular antes de migrar para a disputa estadual.
Repercussão Institucional e Desafios Administrativos
A formalização da candidatura gerou reações cruzadas: enquanto o governador Helder Barbalho (MDB) critica a inexperiência administrativa no executivo estadual, setores produtivos elogiam a proposta de simplificação burocrática e atratividade para investimentos em logística e agronegócio.
Especialistas apontam que a promessa de eliminar sobreposições de competências exige coordenação com municípios autônomos como Ananindeua e com o governo federal para viabilizar recursos em saúde e infraestrutura.



