Na manhã de quinta-feira (1º), a Justiça Eleitoral, por meio do Ministério Público Eleitoral e com apoio da Polícia Federal, realizou mandados de busca e apreensão em investigação sobre suspeita de compra de votos no estado do Amapá, atingindo sete pessoas, incluindo uma autoridade com foro privilegiado e duas servidoras públicas afastadas temporariamente para garantir a lisura eleitoral.
Contexto Institucional e Investigação em Curso
A operação, realizada nas residências e gabinetes de suspeitos vinculados à máquina pública, resultou na apreensão de R$ 1.857.959 em espécie, além de moedas estrangeiras, equipamentos eletrônicos, documentos físicos e dados armazenados em nuvem, sob o comando do titular da ação, que coordenou a diligência com rigor técnico e protocolo investigativo.
Conforme indicam os autos do inquérito, o grupo investigado teria manipulado o programa estadual Renda para Viver Melhor e distribuído cestas básicas condicionadas à confirmação do voto em candidatos específicos, com ameaças explícitas de suspensão do benefício perante ausência de aliança política, prática que configura coação eleitoral e uso indevido da máquina pública.
Mais de 13 mil famílias foram beneficiadas por um programa social sob suspeita de manipulação para fins eleitorais
Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos
O Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) determinou o afastamento temporário da servidora do Super Fácil e da outra da Assembleia Legislativa até o término do segundo turno das eleições, medida visando impedir o uso dos cargos públicos na influência do pleito, sem prejuízo da apuração em curso.
As autoridades envolvidas negam as acusações, enquanto o Ministério Público mantém postura de rigor, reforçando que a ação visa preservar a integridade do processo democrático e coibir práticas ilícitas que distorcem a vontade popular.



