Em pronunciamento direto ao Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça rebateu categoricamente a insinuação de Cristiano Zanin acerca da disponibilidade do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no gabinete ministerial, afirmando que a cópia dos dados extraídos do aparelho permanece lacrada, inacessível e jamais consultada, constituindo mera contraprova sob a custódia da Polícia Federal.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A Polícia Federal entregou voluntariamente em 8 de março ao gabinete do ministro uma unidade de disco rígido (HD) criptografado contendo cópia de segurança dos dados extraídos do Iphone 17 de Vorcaro, conforme confirmado por fontes oficiais do órgão investigativo; o envelope lacrado permanece lacrado e sem acesso qualquer pelo magistrado, preservando a cadeia de custódia original.
O ministro explicou que tal medida visa assegurar a disponibilidade das provas em caso de extravio ou perda do material primário, reforçando que a não abertura do envelope preserva o sigilo processual e evita qualquer risco de contaminação das evidências durante o exame judicial.
A cópia dos dados permanece lacrada e nunca foi acessada pelo ministro, servindo apenas como contraprova em caso de extravio.
Repercussão Jurídica e Estratégia de Defesa
A postura de Mendonça contrasta com o pedido de Zanin para acesso íntegro aos dados, que visa embasar análise sobre suposta ligação entre os achados do ex-controlador e o ministro Alexandre de Moraes, apontada em relatório da PF que orientou a investigação do Caso Master.
A decisão de Fachin para que Mendonça compartilhasse os procedimentos com os demais ministros sinaliza tensão institucional sobre o manejo de provas sensíveis, enquanto o STF mantém postura defensiva quanto ao sigilo, evitando qualquer gesto que possa ser interpretado como violação à instrução processual.


