Após 738 dias de cativeiro subterrâneo em condições extremas, Evyatar David, ex-refém israelense sequestrado em 7 de outubro de 2023 durante o ataque do Hamas ao festival de Nova, foi libertado em 13 de outubro de 2025, na sequência de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que resultou na liberação de 20 reféns ainda vivos, consolidando-se como um dos últimos sobreviventes da operação.
Contexto Histórico e Desdobramentos do Cativeiro
A apuração jornalística confirmou que David, então com 22 anos, foi levado junto com seu amigo de infância Guy Gilboa-Dalal após a morte de outros dois membros do grupo no ataque ao festival musical; os dois foram mantidos em túnel subterrâneo em Gaza, onde enfrentaram inanição extrema e vigilância constante por parte dos guardas, conforme relatado em entrevista à e documentado em relatórios técnicos da Agência Internacional de Notícias.
Antecedentes indicam que o cativeiro seguiu um padrão sistemático de manipulação psicológica, incluindo a exibição forçada de imagens degradantes — como o vídeo de agosto de 2025, no qual David, visivelmente em situação de extrema debilidade física e moral, cavou uma cova sob orientação dos captores, fato esse reconhecido por ele como encenação baseada em fatos parciais à realidade do sofrimento vivido.
Section2Subtitle.
Repercussão Política e Desafios da Reabilitação.
Section2Paragraphs.
O governo israelense, por meio da O ffice of the Prime Minister, declarou que a libertação ocorreu em cumprimento do compromisso assumido durante negociações indiretas com o Hamas, ressaltando que a prioridade permanece a recuperação integral dos reféns resgatados e o desmantelamento progressivo da rede terrorista em Gaza., Especialistas em trauma e saúde mental apontam que David enfrenta agora um longo processo de reabilitação psicológica, com risco elevado de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), depressão e isolamento social, conforme evidenciado por sua própria declaração sobre pesadelos noturnos e flashbacks inesperados que impactam seu dia a dia.
A cada dia sem tratamento especializado, o risco de deterioração mental irreversível aumenta significativamente para ex-reféns submetidos a prolongado cativeiro.



