O Banco Central revisou na última edição do Relatório Focus, divulgada em 14 de setembro, suas projeções macroeconômicas, ajustando a inflação para 2026 a 4,90% e o crescimento do PIB para 1,89%, em reflexo da desaceleração econômica e da trajetória de juros mais restritiva.
Contexto Institucional e Projeções do Relatório Focus
O s analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central reduziram a estimativa de inflação para 4,90% em 2026, marcando a terceira redução consecutiva das projeções conforme o boletim publicado na terça-feira (14/9), ainda que esse índice permaneça acima do teto da meta oficial. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto foi ajustada para 1,89% em 2026, sinalizando desaceleração acentuada frente ao avanço de 2,3% registrado em 2025, conforme dados do IBGE.
O Relatório Focus consolida expectativas coletadas até a semana anterior à publicação e é divulgado semanalmente pelo Banco Central, com base em projeções de instituições financeiras que monitoram indicadores como IPCA, câmbio e atividade econômica. A persistência da inflação acima do intervalo de tolerância da meta – entre 1,5% e 4,5% – indica desafios na desinflação estrutural.
A inflação projetada para 2026 é de 4,90%, ainda distante da meta oficial de 3% para este ano, com intervalo de tolerância estabelecido entre 1,5% e 4,5%.
Repercussão Técnica e Desdobramentos Macro-Struturais
O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixa a meta de inflação para 2025 em 3%, com intervalo de tolerância de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que define limites operacionais para o Comitê de Política Monetária (Copom) na condução da taxa Selic. Apesar da projeção revisada para 4,90% em 2026, o BC mantém foco no ajuste gradual dos juros, com a Selic fixada em 14% após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião em agosto.



