A menopausa provoca uma grande variedade de mudanças na corpo feminimo, entre hormonais, ósseas, hepáticas, renais ou metabólicas. Essas alterações no organismo, no entanto, também podem refletir na saúde dos cabelos, exigindo mais atenção e cuidados.
Nessa fase, é possível que surja uma queda acentuada, redução do crescimento e ressecamento dos fios. Isso ocorre devido à diminuição dos níveis de estrogênio, o que contribui para mudanças no ciclo de crescimento e na espessura dos fios, que tendem a ficar mais finos e frágeis.
Quais cuidados tomar?
De acordo com Neila Oliveira, profissional da Rede Expert que atua na área de beleza há 30 anos, as mudanças podem afetar completamente a estrutura capilar. Por isso, procedimentos químicos que já faziam parte da rotina da mulher podem exigir uma avaliação mais criteriosa.
Antes do alisamento, por exemplo, as condições atuais do cabelo devem ser consideradas, especialmente quando os fios apresentam sinais de fragilidade.
Isso não significa que o procedimento seja contraindicado para todas as mulheres na menopausa, mas a avaliação profissional pode definir quais cuidados são necessários antes de realizá-lo.
Escolher os produtos adequados é uma forma importante de manutenção da sáude capilar, mas, de acordo com Neila, não existe um único tipo de cosmético indicado para todas as mulheres nessa fase.
A escolha depende das condições do couro cabeludo e das características dos fios, que podem apresentar necessidades diferentes, como hidratação ou controle da oleosidade.
“Água quente ou fria demais também é um ponto importante. A água deve estar numa temperatura mais amena, mais equilibrada. Não pode ser nem muito quente, nem muito fria.”, pontua a cabeleireira.
A rotina no salão e os cuidados em casa contribuem para a saúde dos fios, mas alterações persistentes e acentuadas na queda e na textura merecem avaliação médica.
O que mais acontece na menopausa?
Ondas de calor e sudorese noturna são comuns nesse período, mas a menopausa também pode estar associada a alterações no metabolismo, na composição corporal e no controle do peso.
Para a Dra. Fernanda Parra, médica formada pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo), com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia, o acompanhamento médico deve ser individualizado e considerar as particularidades de cada mulher.
“A menopausa não deve ser vista apenas como uma fase marcada pelas ondas de calor. É importante observar a mulher como um todo, considerando as mudanças hormonais, a composição corporal, o metabolismo e os sintomas que podem interferir em sua qualidade de vida”, explicou a especialista.
Diante de alterações no peso e na composição corporal, a avaliação médica ajuda a identificar os fatores envolvidos e a definir estratégias adequadas para cada paciente. A abordagem também pode incluir a análise da possibilidade de terapia hormonal, cuja indicação depende dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação dos benefícios e riscos.
Além do acompanhamento profissional, hábitos como alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado contribuem para a saúde metabólica e devem ser considerados de acordo com as necessidades de cada paciente.



