No Piauí, o filho do senador Marcelo Castro (MDB) e atual superintendente da Codevasf, Marcelo Vaz da Costa Castro, reativou cinco contratos da Construservice com a estatal, totalizando R$ 8,7 milhões, mesmo após a empresa ter sido banida por dois anos por fraudes na licitação e estar sob investigação pela Polícia Federal desde 2022 por suspeita de lavagem de dinheiro e atuação de sócio oculto conhecido como 'Imperador'.
Revisão e Revisibilidade dos Contratos em Âmbito Regional
A reativação dos contratos foi formalizada por meio de portaria ministerial assinada pelo ministro do Desenvolvimento Regional Waldez Góes, indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que instituiu regras específicas para o pagamento das emendas parlamentares — o orçamento secreto — referentes aos exercícios de 2020 a 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
A medida ocorreu após o término temporário do bloqueio imposto pelo antecessor de Marcelo Filho, Inaldo Pereira Guerra Neto (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e aliado do Centrão, que havia suspendido os termos contratuais sob o argumento de 'cenário de incertezas acerca da origem dos recursos', em contexto de cobranças políticas para quitação de restos a pagar do orçamento secreto.
O filho do senador Marcelo Castro (MDB), aliado de Lula, reativou R$ 8,7 milhões em contratos com uma empresa investigada pela PF por fraudes e com sócio oculto conhecido como 'Imperador'.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos na Execução do O rçamento Secreto
A reativação dos contratos gerou questionamentos sobre a transparência na aplicação da verba pública, especialmente diante da conduta anterior da Construservice, penalizada duas vezes pela Codevasf e alvo da O peração O doacro em 2022, que apurou esquema de fraudes e uso de laranjas para vencer licitações. A PF investiga a empresa desde 2022 com suspeita de lavagem de dinheiro e associação com Eduardo José Barros da Costa, sócio oculto identificado como 'Imperador'.
O episódio se insere em um cenário mais amplo de reestruturação da execução do orçamento secreto pelo governo Lula, que busca equilibrar relações com o Congresso enquanto cumpre determinações do STF que consideraram inconstitucionais os repasses diretos aos parlamentares; embora o Tribunal tenha exigido transparência, a prática revela manutenção de contratos anteriores sob justificativas de pagamento de 'calote' deixado pelo governo anterior.



