Ex-deputado afirma que irmão pode sofrer retaliações judiciais após derrota
Reprodução/Louder with Crowder
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta sexta-feira (23) que considera que seu irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deveria deixar o Brasil caso seja derrotado no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025, justificou a posição com o argumento de que o irmão poderia ficar exposto a retaliações judiciais de adversários políticos.
“Eu assumo que, se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza”, afirmou em entrevista ao programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista político norte-americano Steven Crowder.
Segundo informações da Gazeta do Povo, Eduardo relacionou, durante a entrevista, a possibilidade de Flávio deixar o país a uma declaração feita por Lula no debate da TV Band, em 18 de outubro. Na ocasião, o presidente mencionou que o mandato de oito anos do senador termina no fim de 2026 e afirmou que, caso não seja eleito, ele perderá o foro privilegiado.
“Você vai perder a imunidade. Você tem muitos inquéritos. Se prepare. Se seus amigos não estão deixando andar. Agora vai andar”, disse Lula ao adversário.
Eduardo classificou a declaração como uma “ameaça aberta” e criticou o Judiciário. Na entrevista, também mencionou a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Ex-deputado volta a questionar urnas eletrônicas
Em outro momento da conversa, Eduardo voltou a colocar em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro. Ele criticou a ausência de cédulas de papel e afirmou que o modelo exige confiança nas autoridades responsáveis pela apuração.
“Usamos um sistema de votação totalmente eletrônico e totalmente centralizado, o que significa que você precisa confiar nos 20 burocratas que contam os votos na central em Brasília e, no final da noite de domingo, eles saem e dizem quem é o vencedor”, declarou.
O ex-deputado também citou uma frase atribuída ao ex-político soviético Josef Stálin para sustentar sua crítica ao processo eleitoral. “Como disse (Josef) Stálin: não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos”, afirmou.
Ao comentar a possibilidade de fraude, Eduardo reconheceu que não tinha provas para demonstrar que ela ocorreu, mas alegou que também não seria possível provar o contrário. A declaração foi feita durante a entrevista, sem apresentação de evidências que sustentassem a suspeita.



