Em um movimento que intensifica os embates judiciais entre os Poderes e as campanhas eleitorais, a defesa de Flávio Bolsonaro formalizou pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para suspender processos conduzidos pelo ministro Flávio Dino que tenham relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a eleição presidencial ou o próprio senador, alegando suspeição por suposta amizade íntima entre ambos, com base em interlocuções telefônicas e encontros públicos que, segundo a defesa, configuram proximidade incompatível com imparcialidade.
Contexto Institucional e Histórico da Solicitação de Suspensão
A defesa do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, requerimento para anular a atuação do ministro Flávio Dino em processos que envolvem o presidente Lula (PT), a eleição presidencial ou o senador Flávio Bolsonaro, com fundamento na suposta suspeição do magistrado por proximidade pessoal.
Segundo os advogados, a relação entre Lula e Dino teria sido construída ao longo de décadas, incluindo encontros presenciais e uma ligação telefônica realizada em 28 de setembro durante agenda oficial em Belém, episódio este citado como evidência central para sustentar a tese de parcialidade no julgamento de questões sensíveis ao cenário político nacional.
A defesa pede a suspensão de processos com relatoria de Flávio Dino que envolvam Lula, a eleição ou o senador Flávio Bolsonaro, sob argumento de suspeição por proximidade pessoal
Repercussão Jurídica e Estratégia da Defesa
A solicitação formaliza uma tática jurídica estratégica que busca neutralizar decisões judiciais em instâncias sensíveis ao calendário eleitoral, especialmente diante da proximidade das convenções partidárias e da corrida à Presidência.
O pedido contempla a redistribuição de investigações sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', pedidos relacionados a emendas parlamentares e ação movida pelo PT contra a campanha de Flávio Bolsonaro, com exceção de processos já alocados a outros relatores conforme regra do STF.
A defesa sustenta que decisões como a derrubada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida pelo ministro Luiz Fux após intervenção de Dino reforçam o risco de parcialidade na apuração dos casos.



