O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na noite desta terça-feira (27) que os resultados da eleição israelense demonstram que seu bloco de direita conta com o apoio de uma "maioria decisiva entre o público sionista e judeu".
As pesquisas boca de urna divulgadas após a votação indicam que o partido de Netanyahu era o maior do Knesset, mas sem uma maioria para governar.
“Duas coisas estão claras. A primeira é que o Likud é o maior partido em Israel... não há dúvida quanto a isso”, disse ele, falando da sede do partido em Jerusalém.
“A segunda coisa que ficou clara é que o bloco de direita possui uma maioria decisiva entre o público sionista — uma maioria decisiva. É por isso que eu disse, e repito: precisamos formar um governo nacional forte, um governo de direita”, declarou.
Ele criticou duramente os partidos árabes, classificando-os como “antissionistas” e alegando que eles “apoiam a destruição de Israel”, além de rejeitar a ideia de colaborar com eles para a formação de um governo. Projeções indicam que os partidos árabes conquistarão um número recorde de cadeiras.
“São partidos palestinos, ou partidos antissionistas, que apoiam a destruição de Israel. Não podemos permitir esse cenário”, afirmou.
Agradecimento a Trump
Em seu discurso, Netanyahu também agradeceu a muitos de seus apoiadores, o presidente dos EUA, Donald Trump, e Deus.
“Juntamente com nosso grande amigo, o presidente Trump, estamos determinados a eliminar essa ameaça de uma vez por todas”, disse ele, referindo-se ao Irã e à guerra em curso.
Ele também agradeceu aos membros do seu partido Likud, aos outros parceiros de governo e de coalizão, à sua esposa e filhos e aos soldados de Israel.
“Por fim, gostaria de agradecer ao criador do mundo, que me dá o poder de continuar a agir pela eternidade de Israel e de nossa amada nação e estado – nosso único estado”, disse ele ao final de seu discurso.
"Eu gostaria de dizer a vocês: nós vencemos nossos inimigos e construiremos o futuro... Não tenha medo, Israel, não tenha medo. O leão rugirá... O povo de Israel está vivo."


