No âmbito da interseção entre entretenimento digital e direito de imagem, o influenciador Igu Rodriguez, após receber notificação extrajudicial dos advogados de Ludmilla, optou por retirar do ar uma imagem gerada por inteligência artificial que recriava a capa do álbum Equilibrium, de Anitta, substituindo elementos visuais e o título original por referências evangélicas e religiosas.
Contexto Institucional e Legal da Notificação Extrajudicial
A apuração realizada pela equipe de conteúdo revelou que a imagem em questão, divulgada inicialmente nas redes sociais após o anúncio do projeto musical 'EP Carnavalesco de Lud', apresentava uma composição visual em que Ludmilla aparecia com um cesto sobre a cabeça, contendo vinhos, pães e bíblias, elementos que evocavam práticas religiosas evangélicas, além da substituição do título 'Equilibrium' por 'Evangelium' e a inserção de símbolos ligados ao Candomblé e à Umbanda, como folhas e flores.
Conforme registrado no comunicado oficial da assessoria da artista de Duque de Caxias, a notificação extrajudicial exigia a remoção imediata do conteúdo em até 24 horas e a publicação de uma retratação pública, prazos que foram cumpridos integralmente pelo influenciador Igu Rodriguez após análise jurídica e ética do caso.
A notificação extrajudicial demandou a retirada da imagem gerada por IA e a retratação pública em até 24 horas.
Repercussão Legal e Desdobramentos Estratégicos
A decisão foi comunicada diretamente ao pelo próprio criador de conteúdo, que destacou não ter participação na elaboração original da montagem, reforçando que actuou como intermediário ao seguir as determinações formais recebidas da representação legal da cantora.
Especialistas em direito digital apontam que a situação evidencia a necessidade de maior clareza nos critérios de uso de inteligência artificial em conteúdos artísticos protegidos por direito autoral e direito de imagem, especialmente quando há convergência com sensibilidades religiosas e identidade cultural.



