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Polícia

PEC da Segurança Pública prevê suspensão do voto para presos provisórios até promulgação

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 58 min
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PEC da Segurança Pública prevê suspensão do voto para presos provisórios até promulgação
Fatos Rápidos da Notícia
  • Senado aprovou PEC da Segurança Pública que suspende direitos políticos de presos provisórios durante o recolhimento
  • Nova regra altera artigo 15 da Constituição e vale independentemente de condenação definitiva
  • Proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e promulgada pelo Congresso
Resumo Editorial

A proposta aprovada pelo Senado estabelece a suspensão temporária dos direitos políticos de pessoas em prisão provisória, mesmo sem condenação definitiva. A medida altera o artigo 15 da Constituição e ainda depende de aprovação na Câmara e promulgação pelo Congresso para entrar em vigor.

O Senado Federal aprovou na última terça-feira (3) a PEC da Segurança Pública, que inclui a suspensão dos direitos políticos de presos provisórios enquanto durar o período de recolhimento. O texto acrescenta um novo inciso ao artigo 15 da Constituição Federal, que atualmente prevê a suspensão dos direitos políticos apenas em caso de condenação criminal transitada em julgado. Com a mudança, a prisão provisória passa a ser uma hipótese específica de suspensão, independentemente de condenação definitiva. A proposta agora aguarda aprovação pela Câmara dos Deputados e posterior promulgação pelo Congresso Nacional.

Segundo o relator da PEC no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), o objetivo foi "aperfeiçoar uma proposta ampla de combate ao crime organizado". Ele afirmou que "a suspensão dos direitos políticos vale apenas enquanto durar a prisão provisória: não é condenação antecipada nem perda definitiva". Especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre o tema: Thiago Bottino, professor de Direito da FGV, avalia que a medida parece mais um argumento de praticidade para desobrigar o Estado de levar urnas aos presídios, enquanto Rubens Beçak, professor de Direito Constitucional da USP, considera que a proposta representa "uma pena desnecessária" por atingir pessoas ainda não condenadas.

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