Durante sabatina na TV na manhã de sexta-feira (16/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, evitou declarar se o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), também deveria ser investigado por suspeitas envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, após ser questionado sobre o caso que já mobiliza investigações em curso no âmbito da O peração Cúpula.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O questionamento ocorreu após a publicação de mensagens no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que mencionam um possível repasse de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o magistrado declarou-se impedido de julgar processos do Banco Master após a divulgação dos diálogos, reforçando a necessidade de transparência e rigor processual.
Antecedentes envolvendo investigações judiciais e parlamentares sobre atuação financeira e política do Banco Master se entrelaçam com o cenário eleitoral em curso, no qual Flávio Bolsonaro tem defendido medidas drásticas de ajuste fiscal e responsabilização de autoridades por supostas infrações à Lei nº 1.079, que disciplina os crimes de responsabilidade e prevê hipóteses para impeachment de autoridades públicas.
O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A postura do senador gerou reação imediata da bancada jurídica e de órgãos competentes, como a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que alertou para os riscos de instrumentalizar a legislação de impeachment para fins políticos sem respaldo técnico suficiente para comprovar crime de responsabilidade.
Flávio reiterou seu compromisso com a manutenção da escala 6×1 no caso Lula, caso seja eleito, afirmando que tal decisão refletirá sua visão estratégica sobre responsabilidade fiscal e governança institucional.



