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Polícia

Quatro investigados por homicídio doloso após desabamento mortal em SP

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 06:05
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Quatro investigados por homicídio doloso após desabamento mortal em SP
Fatos Rápidos da Notícia
  • Quatro pessoas podem ser responsabilizadas por homicídio com dolo eventual pelo desabamento de um prédio de 12 andares que matou seis pessoas na zona Leste de São Paulo, no sábado (12)
  • A policial civil prendeu um dos investigados, identificado como sócio oculto de uma construtora, enquanto o filho dele, responsável técnico pela obra, permanece foragido, e uma sócia de outra empresa envolvida também é procurada
  • A investigação apura ações e omissões de participantes da construção, vistorias e processos de autorização, com suspeitas de estelionato na venda de imóveis que já provocaram prejuízos patrimoniais a mais de dez pessoas
Resumo Editorial

Investigação apura responsabilidade de quatro investigados por homicídio doloso na tragédia que matou seis pessoas no desabamento de edifício na Penha.

O desabamento de um edifício de doze andares sobre uma residência na rua Tequici, na Penha, zona Leste de São Paulo, resultou em seis vítimas mortais na madrugada de sábado (12), incluindo três mulheres — uma grávida —, dois homens e uma criança, enquanto um homem e uma criança sobreviveram e foram atendidas por equipes médicas.

Apuração Criminal e Contexto das Investigações

A Polícia Civil identificou quatro pessoas que podem ser formalmente acusadas de homicídio com dolo eventual em decorrência do colapso estrutural, com foco especial no sócio oculto da construtora responsável pela obra, seu filho — responsável técnico pela edificação — que permanece foragido, e uma sócia de outra empresa envolvida, todas sob investigação por possível omissão e participação ativa no processo construtivo.

As apurações oficiais analisam ações e omissões de todos os atores ligados à construção, vistorias técnicas e liberação do imóvel, incluindo denúncias de estelionato na comercialização de unidades residenciais que geraram prejuízos patrimoniais a mais de dez pessoas, enquanto a prisão do investigado ocorreu após a ausência de comparecimento voluntário para esclarecimentos e o risco comprovado de fuga ou destruição de evidências.

Ponto de Destaque

O colapso estrutural matou seis pessoas e deixou ao menos dez indivíduos com prejuízos comprovados na comercialização irregular de imóveis vinculados ao empreendimento falho.

Consequências Jurídicas e Desdobramentos da Apuração

A delegada responsável pelo caso, Deidiene Fialho Costa Éboli, destacou que a decisão de prisão preventiva considerou o risco iminente de fuga e a necessidade urgente de preservação de provas, além da ausência de colaboração inicial dos investigados em prestar esclarecimentos espontâneos.

As investigações seguem com foco na responsabilidade civil e criminal dos envolvidos na gestão da obra, vistoria e autorização do imóvel, com possibilidade de instauração de novos delitos como estelionato e falsidade documental nas etapas anteriores à tragédia.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça pode aplicar prisão preventiva ou medidas cautelares aos investigados ainda não localizados, com prazo máximo de 180 dias para o término das investigações iniciais segundo o Código de Processo Penal.

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