O desabamento de um edifício de doze andares sobre uma residência na rua Tequici, na Penha, zona Leste de São Paulo, resultou em seis vítimas mortais na madrugada de sábado (12), incluindo três mulheres — uma grávida —, dois homens e uma criança, enquanto um homem e uma criança sobreviveram e foram atendidas por equipes médicas.
Apuração Criminal e Contexto das Investigações
A Polícia Civil identificou quatro pessoas que podem ser formalmente acusadas de homicídio com dolo eventual em decorrência do colapso estrutural, com foco especial no sócio oculto da construtora responsável pela obra, seu filho — responsável técnico pela edificação — que permanece foragido, e uma sócia de outra empresa envolvida, todas sob investigação por possível omissão e participação ativa no processo construtivo.
As apurações oficiais analisam ações e omissões de todos os atores ligados à construção, vistorias técnicas e liberação do imóvel, incluindo denúncias de estelionato na comercialização de unidades residenciais que geraram prejuízos patrimoniais a mais de dez pessoas, enquanto a prisão do investigado ocorreu após a ausência de comparecimento voluntário para esclarecimentos e o risco comprovado de fuga ou destruição de evidências.
O colapso estrutural matou seis pessoas e deixou ao menos dez indivíduos com prejuízos comprovados na comercialização irregular de imóveis vinculados ao empreendimento falho.
Consequências Jurídicas e Desdobramentos da Apuração
A delegada responsável pelo caso, Deidiene Fialho Costa Éboli, destacou que a decisão de prisão preventiva considerou o risco iminente de fuga e a necessidade urgente de preservação de provas, além da ausência de colaboração inicial dos investigados em prestar esclarecimentos espontâneos.
As investigações seguem com foco na responsabilidade civil e criminal dos envolvidos na gestão da obra, vistoria e autorização do imóvel, com possibilidade de instauração de novos delitos como estelionato e falsidade documental nas etapas anteriores à tragédia.



