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Ex-deputado distrital Carlos Xavier, foragido após mandar matar adolescente em 2004, permanece ausente

PorFrancisco DutraVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 12:25
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Ex-deputado distrital Carlos Xavier, foragido após mandar matar adolescente em 2004, permanece ausente
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e órgãos oficiais acompanham os desdobramentos do tema apurado.
  • Os registros, decisões e dados centrais foram confirmados formalmente.
  • Medidas institucionais e regulatórias permanecem em curso e sob monitoramento.
Resumo Editorial

Ex-deputado distrital Carlos Xavier, foragido por homicídio qualificado de adolescente em 2004, permanece ausente apesar de mandado de prisão expedido em outubro de 2023, com execução postergada até após eleições de 2026.

Foragido da Justiça, ex-deputado distrital Carlos Xavier não foi localizado desde a expedição do mandado de prisão

O ex-parlamentar Carlos Xavier, condenado a 14 anos e três meses de prisão por homicídio qualificado de um adolescente em 2004, permanece oficialmente foragido da Justiça, com o mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios na última terça-feira (6/10). Apesar das diligências policiais realizadas em diversos endereços, o ex-deputado não foi localizado, mantendo-se ausente do cumprimento da sentença.Sentença prevê que ex-deputado Carlos Xavier só seja preso após eleições
A decisão judicial determinou que a execução da prisão será postergada até após as eleições de 2026, em conformidade com o Código Eleitoral, que impede a detenção de candidatos nos 15 dias que antecedem o pleito e nas 48 horas subsequentes à votação. Nesse contexto, Xavier, que concorre a um cargo na Câmara Legislativa do DF, recebeu pouco mais de 1,8 mil votos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.Condenação por mandar matar adolescente motivada por ciúmes conjugais
Conforme o processo penal, a motivação do crime residia na suspeita de que a esposa do ex-deputado mantivesse relacionamento com o jovem Ewerton da Rocha Ferreira, vítima de 16 anos. A sentença do Tribunal do Júri do Recanto das Emas reconheceu a materialidade do delito e a participação do réu na contratação do crime, com o pagamento de R$ 15 mil para sua execução. A condenação ocorreu em março de 2004, mas só foi cumprida após a consolidação da decisão em instâncias superiores.Carlos Xavier foi o primeiro deputado distrital a ter o mandato cassado por condenação criminal
A apuração revelou que, durante o julgamento, foram ouvidas oito testemunhas, incluindo os pais da vítima, a ex-esposa do réu e autoridades policiais da época. O Conselho de Sentença destacou que a conduta do réu foi motivada pela suposta infidelidade conjugal e pela idade da vítima, considerada relevante para afastar qualquer culpa imputável ao adolescente. A Justiça Federal mantém monitoramento constante sobre os desdobramentos do caso.

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