Em apenas seis meses, uma organização criminosa especializada em agiotagem e extorsão movimentou cerca de R$ 10 milhões ao explorar a vulnerabilidade financeira de feirantes do Distrito Federal, Goiás e Tocantins, conforme apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Apuração da O peração Corpatri e Estrutura do Esquema Criminal
A investigação, coordenada pelo delegado Rogério Rezende, da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), identificou um esquema estruturado que utilizava três mulheres para aproximar comerciantes de feiras por meio de cartões com propostas de empréstimos de pequeno porte, variando de mil a 30 mil reais, segundo relatório técnico da autoridade.
O grupo operava com cobranças diárias de juros entre R$ 100 e R$ 200, configurando a prática conhecida como 'pinga-pinga', e, após o recebimento dos valores, submetia as vítimas a ameaças de morte e outras formas de coerção, conforme registros oficiais e depoimentos colhidos durante a operação.
O grupo movimentou aproximadamente R$ 10 milhões em seis meses, com cobranças diárias que geravam até R$ 200 em juros para cada feirante.
Repercussão Jurídica e Medidas Preventivas Adotadas
A Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio de 17 contas bancárias vinculadas ao grupo — três de pessoas jurídicas e 14 de pessoas físicas — como medida cautelar para impedir a lavagem de dinheiro e a continuidade das atividades ilícitas, conforme decisão judicial publicada no Diário O ficial.
Doze mandados de prisão preventiva foram emitidos pela magistratura, sendo 11 cumpridos até o fechamento da operação; entre os detidos estão indivíduos entre 20 e 50 anos, incluindo o segundo-sargento reformado da PMGO e o foragido Maria Luiza da Silva Araujo Lopes.



