Em setembro, o [sic] o Setembro Lilás reafirma a urgência de diagnóstico precoce da doença de Alzheimer e outras demências, ao destacar que 45% dos casos globais poderiam ser prevenidos ou retardados com a intervenção oportuna em fatores de risco modificáveis, segundo a Comissão Lancet, enquanto profissionais de saúde reforçam a necessidade de investigação sistemática e engajamento familiar no manejo da condição.
Diagnóstico Precoce e Estratégias Preventivas na Doença de Alzheimer
A iniciativa Setembro Lilás, coordenada por instituições de saúde pública e neurologistas especializados, visa ampliar a conscientização sobre a importância do rastreamento precoce da doença de Alzheimer, condição que atinge mais de 55 milhões de pessoas no mundo e registra crescimento acelerado no Brasil, onde estimativas indicam 1,6 milhão de pacientes com diagnóstico formalizado em 2023. A ausência de cura permanece um desafio científico, mas avanços recentes em biomarcadores cerebrais e escaneamento por ressonância magnética permitem identificar estágios iniciais antes do surgimento de sintomas clínicos evidentes, segundo relatório da Comissão Lancet sobre prevenção de demências.
Profissionais como Laiss Bertola, neuropsicóloga e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), destacam que sinais como esquecimentos frequentes em curto intervalo temporal devem motivar avaliação imediata, já que intervenções não farmacológicas — como estímulo cognitivo, atividade física regular e reforço de vínculos sociais — demonstram eficácia comprovada na manutenção da autonomia e na lenta progressão da doença.
Quarenta e cinco por cento dos casos globais de demência podem ser prevenidos ou retardados com ações preventivas adequadas ao longo da vida.
Repercussão Institucional e Diretrizes para Ações Futuras
O Ministério da Saúde, por meio da Subsecretaria de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, reforça que o diagnóstico precoce deve ser integrado aos protocolos de atenção básica, com treinamento contínuo de médicos de família e enfermeiros para reconhecimento precoce dos sinais iniciais, além da ampliação do acesso a unidades especializadas em envelhecimento cerebral em regiões periféricas.
Especialistas apontam que a implementação efetiva das recomendações da Comissão Lancet depende de políticas públicas integradas que priorizem o controle da hipertensão, diabetes e sedentarismo — fatores que, segundo Ivan Aprahamian, geriatra e psiquiatra consultado pelo Ministério -, constituem alvos estratégicos para a preservação da saúde cognitiva.



