A sessão de abertura da semana, realizada na segunda‑feira (5), registrou expressiva queda nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), com os valores mais longos recuando cerca de 100 pontos‑base, impulsionados pela euforia dos investidores diante do resultado do primeiro turno da campanha presidencial.
Contexto Institucional e Evolução das Taxas de Juros
As taxas DI para os vencimentos de 2028 e 2035 foram ajustadas para 12,735% e 13,16%, respectivamente, representando descidas de 77 e 97 pontos‑base em relação aos valores registrados na sessão anterior, conforme indicado pelo mercado.
A forte retração das taxas reflete a percepção de que a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) no primeiro turno – que o colocou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,03% contra 45,16% – sinaliza um cenário favorável ao ajuste fiscal e à possibilidade de novos cortes da taxa Selic.
As taxas DI para os contratos de 2028 e 2035 caíram 77 e 97 pontos‑base, respectivamente, demonstrando forte aversão ao risco fiscal após o primeiro turno eleitoral.
Repercussão Jurídica e Estratégias Monetárias Futuras
Autoridades monetárias e fiscais mantêm postura de monitoramento rigoroso, enquanto o Ministério da Fazenda reforça a necessidade de disciplina orçamentária para garantir a sustentabilidade das contas públicas.
O s analistas projetam que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito ainda neste mês, o Banco Central poderá reduzir a Selic em até 50 pontos‑base em novembro, mitigando a pressão sobre a dívida pública e estimulando investimentos de longo prazo.



