Na manhã de 27 de agosto, o empresário e corretor de imóveis, proprietário de empresa especializada em manutenção de elevadores, foi apreendido pela Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), no âmbito da operação Efatá, que desarticulou um esquema estruturado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro vinculado ao Comando Vermelho.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A ação policial, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) da PCMT, resultou na prisão do investigado em Cuiabá, com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, nove bloqueios de contas bancárias e o sequestro de bens avaliados em R$ 41,2 milhões, evidenciando a complexidade do plano criminoso que movimentava cerca de R$ 500 milhões desde 2023.
As investigações revelaram participação de um advogado criminalista na estrutura fraudulenta, com uso de distribuidoras de bebidas como fachada para dissimular a origem ilícita dos recursos, além da prática sistemática de transações em dinheiro vivo para evitar rastreabilidade.
Quase R$ 500 milhões em movimentações criminosas foram identificadas pela PCMT no decorrer da operação que desmontou esquema de tráfico e lavagem de dinheiro.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
O Ministério Público Federal e a Justiça Federal já acionaram medidas cautelares para congelamento dos ativos apreendidos e reforçaram que o advogado criminalista, principal articulador do esquema, responde por crimes hediondos e deverá enfrentar processo em regime fechado.
Especialistas apontam que a desarticulação do núcleo financeiro pode desencadear rupturas na logística do Comando Vermelho no Estado, com efeitos que se estenderão para outras frentes criminosas que dependem do fluxo monetário ilícito.



