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Política

Flávio Bolsonaro propõe excluir Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional em ano eleitoral

PorLaura BragaVerificadoOrtografia IAPublicado Há 47 min
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Flávio Bolsonaro propõe excluir Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional em ano eleitoral
Fatos Rápidos da Notícia
  • A polêmica sobre a suposta proposta para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida do Brasil envolve o PL 2.623/2007, apresentado por Professor Victório Galli em 2007, que foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008 e não tem autoria ou vínculo com Flávio Bolsonaro
  • Em 11 de outubro de 2025, o papa Leão XIV recebeu uma representação de Nossa Senhora Aparecida das mãos do Vatican News durante encontro no Dicastério para a Comunicação, e publicou a imagem em suas redes sociais no dia 12 de outubro, data da padroeira do Brasil
  • O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicação que associava a família Bolsonaro a suposto ataque à imagem da santa, considerand o que os documentos da campanha indicavam que Flávio Bolsonaro não havia proposto nem apoiado a retirada do título
Resumo Editorial

A suposta proposta de Flávio Bolsonaro, inexistente e vinculada ao arquivado PL 2.623/2007, gera controvérsia por associar a Nossa Senhora Aparecida a medidas eleitorais.

Em outubro de 2025, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil desde 1930, tornou-se centro de controvérsia política ao ser associada a uma proposta de lei que pretendia retirar seu título de padroeira nacional, embora o PL 2.623/2007, apresentado em 2007 pelo deputado Victório Galli e arquivado em 2008 sem relação com Flávio Bolsonaro, tenha sido erroneamente atribuído ao candidato.

Contextualização Histórica e Legislativa da Proposta

A polêmica recente sobre a suposta proposta para modificar o status de Nossa Senhora Aparecida emerge em um cenário eleitoral marcado pela proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, onde a circulação de informações falsas nas redes sociais reacendeu debates sobre a autonomia religiosa e os limites da intervenção política em símbolos nacionais.

O projeto de lei citado, PL 2.623/2007, propunha substituir a expressão 'padroeira do Brasil' por 'padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos', alterando o feriado de 12 de outubro sem vínculo com Flávio Bolsonaro, conforme comprovado por registros da Câmara dos Deputados que atestam seu arquivamento em agosto de 2008, afastando qualquer conexão com a atual gestão política ou com a candidatura do ex-deputado.

Ponto de Destaque

O PL 2.623/2007, arquivado em 2008, propunha substituir 'padroeira do Brasil' por 'padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos', sem vínculo com Flávio Bolsonaro.

Repercussão Institucional e Decisões Judiciais

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicação no X que associava a família Bolsonaro a suposto ataque à imagem de Nossa Senhora Aparecida, com base em documentos que comprovavam ausência de proposta ou apoio do candidato à iniciativa legislativa citada.

Especialistas apontam que a confusão entre o PL arquivado e declarações recentes reflete estratégias de desinformação política, enquanto o Vaticano mantém postura neutra diante do uso religioso em campanhas eleitorais.

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Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Eleitoral exige transparência na divulgação de conteúdo político, com risco de sanções por disseminação de informações falsas durante período eleitoral.

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