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Economia

Reforma tributária afeta fluxo de caixa, 93% das empresas negligenciam projeção

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 18:10
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Reforma tributária afeta fluxo de caixa, 93% das empresas negligenciam projeção
Fatos Rápidos da Notícia
  • 34% das médias e grandes empresas brasileiras ainda não realizaram projeção sobre o impacto da reforma tributária no fluxo de caixa, menos de 100 dias do início da implementação do IBS e da CBS
  • 93% das empresas analisadas pela ROIT têm impacto negativo no capital de giro, segundo avaliação realizada pelo vice-presidente executivo Ricardo de Holanda Janesch
  • O primeiro trimestre de 2027 deve exigir aumento na demanda por capital de giro devido ao pagamento imediato dos tributos antes da compensação dos créditos, agravado pela alta dos juros
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

A menos de 100 dias para a implementação efetiva da reforma tributária, que consolida o IBS e a CBS em um novo modelo de tributação sobre consumo, 34% das médias e grandes empresas brasileiras ainda não elaboraram projeção sobre seu impacto no fluxo de caixa, segundo avaliação da ROIT, colocando em evidência o descompasso entre a urgência normativa e a preparação institucional.

Preparação Institucional e Desafios da Análise de Impacto Financeiro

A pesquisa da ROIT, conduzida pelo vice-prespresidente executivo Ricardo de Holanda Janesch, revelou que uma parcela significativa das empresas brasileiras mantém-se vulnerável à transição para o novo regime tributário, ao negligenciar a quantificação de seus efeitos sobre o capital de giro e as demonstrações financeiras. Apesar da relevância atribuída à adequação tecnológica e à atualização de sistemas, o levantamento aponta que a ausência de projeção adequada compromete a capacidade de gestão proativa dos fluxos operacionais, expondo as organizações a riscos de ineficiência na precificação e à pressão sobre liquidez.

O contexto histórico da reforma tributária evidencia um esforço estrutural para simplificar o sistema arrecadatório nacional, com a CBS substituindo o PIS/Cofins e o IBS subsumindo outros tributos incidentes sobre consumo. Nesse cenário, a complexidade na apuração e na gestão dos créditos tributários demanda atenção redobrada por parte dos gestores, especialmente em empresas com estruturas de dados ainda fragmentadas ou mal integradas.

Ponto de Destaque

34% das empresas brasileiras ainda não realizaram projeção sobre o impacto da reforma tributária no fluxo de caixa

Repercussão Estratégica e Implicações para o Primeiro Trimestre de 2027

Segundo Ricardo de Holanda Janesch, os principais riscos para as organizações que não se prepararem incluem a precificação inadequada e, sobretudo, a deterioração do fluxo de caixa, já que 93% das empresas analisadas apresentam impacto negativo no capital de giro. O primeiro trimestre de 2027 deve concentrar maior demanda por liquidez devido ao pagamento imediato dos tributos antes da compensação dos créditos, agravado pelo cenário de juros altos.

Janesch enfatiza que a preparação deve priorizar três frentes: mensuração dos impactos financeiros, saneamento da base de dados tributária e capacitação de equipes técnicas para garantir a correta configuração dos sistemas perante os novos parâmetros da CBS.

Atenção / Ponto Crítico
Empresas que não realizarem projeção até fevereiro de 2027 correm risco elevado de enfrentar déficit de capital de giro no primeiro trimestre

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