O inquérito distribuído ao ministro Alexandre de Moraes do STF no dia 16 de outubro, que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e a licença para operar uma bet do então governador do Rio, Cláudio Castro, acende um alerta na campanha de Flávio Bolsonaro na reta final da eleição.
Contexto Institucional e Procedimental da Apuração
A investigação foi formalmente distribuída ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal no dia 16 de outubro, após ser remetida à Corte a partir do dia 8, com autuação que antecedeu o encaminhamento para análise judicial em prazo incomum para o tribunal.
O s fatos sob exame incluem mensagens entre o candidato e Willer Tomaz, amigo íntimo que, segundo apuração, teria intermediado a obtenção da licença para uma plataforma de apostas vinculada ao governador Cláudio Castro, fato que já motivou diligências preliminares antes mesmo da abertura formal de vista ao Ministério Público.
A apuração revela que o inquérito contra Flávio Bolsonaro foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes em apenas oito dias após sua remessa ao STF, numa velocidade atípica para tramitação judicial.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
A campanha de Flávio Bolsonaro pretende requerer acesso integral aos autos ainda nesta terça-feira, enquanto aliados defendem que as mensagens entre o candidato e Willer Tomaz são fruto exclusivo de amizade pessoal e não configuram envolvimento em irregularidades.
Especialistas apontam que o ministro Moraes pode optar por suspender o andamento do caso como estratégia de negociação política, especialmente se houver risco de impeachment contra o magistrado no Senado, onde o PL detém maioria e o candidato pode ascender à presidência.



