A delação premiada assinada pelo empresário Maurício Camisotti com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, revelando um esquema fraudulento que movimentou ao menos R$ 6,5 bilhões ao longo de seis anos dentro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), consolida-se como o desdobramento investigativo mais relevante dos últimos anos no combate à corrupção previdenciária no Brasil.
Estrutura e Desdobramentos da Ação Investigativa
O empresário Maurício Camisotti, considerado operador financeiro do esquema fraudulento no INSS, assinou formalmente sua colaboração premiada sob a supervisão da Polícia Federal e da PGR, detalhando o organograma do mecanismo que descontava valores indevidos dos proventos de aposentados e pensionistas por meio de acordos associativos em contracheques.
As investigações, coordenadas pela PF, culminaram na prisão de Camisotti e do ex-presidente do INSS Antônio Camilo Antunes – conhecido como 'Careca do INSS' – em dezembro do ano passado, durante a operação Sem Desconto, com apreensão de bens superiores a R$ 2 milhões, incluindo veículos de luxo, obras de arte e imóveis, enquanto o ministro André Mendonça, relator da decisão no STF, aguarda análise para eventual benefício processual ao delator.
O esquema fraudulento movimentou mais de R$ 6,5 bilhões ao longo de seis anos, conforme comprovado pela delação premiada de Maurício Camisotti.



