Em 2026, a Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou as diretrizes para o uso saudável de telas e tecnologias digitais nas escolas, em resposta ao crescente impacto?; o debate nacional sobre a influência desses recursos no desenvolvimento neuropsicomotor de crianças e adolescentes, diante da Lei nº 15.100, promulgada no ano anterior e que estabelece restrições ao uso de dispositivos móveis em ambientes escolares durante atividades pedagógicas, recreativas e de intervalo.
Contexto Institucional e Evolução Normativa
A atualização das recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, publicada em meados de 2026, reafirma princípios já consolidados pela O rganização Mundial da Saúde — como a proibição total de exposição a telas para menores de dois anos e o limite de uma hora diária para crianças entre dois e cinco anos — e amplia o foco ao ambiente escolar, onde o acesso à internet e a utilização de dispositivos móveis têm se intensificado com o advento da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, instituída em 2023.
Nos últimos anos, o acesso ampliado à internet nas instituições de ensino possibilitou a integração de recursos digitais ao currículo, mas também gerou preocupações quanto ao tempo de exposição passiva, ao uso recreativo não regulado e aos efeitos sobre funções executivas, linguagem e sono, conforme evidências apontadas por revisões sistemáticas citadas pela própria pediatria.



