O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) a instauração de inquérito policial militar para apurar as circunstâncias da realização do evento "FIRE Experience 004", promovido pelo grupo Legendários, no Centro de Treinamento O peracional (CTO) da corporação em 26 de setembro, enquanto a estrutura militar, mantida com recursos públicos e destinada à preparação de bombeiros para missões de emergência, foi temporariamente desvirtuada para fins particulares e restritos.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A investigação policial militar, formalmente requisitada pelo MPDFT, tem como foco primordial verificar o uso indevido das instalações do CTO – estruturas mantidas com impostos tributários e destinadas à preparação técnica de profissionais de emergência – para a hospedagem e operação de um evento privado, cujas 18 cotas de Gratificação de Serviço Voluntário (GSV) foram previstas no plano operacional original, conforme documentos submetidos à Promotoria.
O s registros indicam que o CTO, entre 25 e 27 de setembro, teve seu acesso restringido ao público geral e à rotina operacional habitual, enquanto o grupo organizador adaptou o espaço, montou tendas, preparou terreno e instalou infraestrutura complementar, inclusive oito banheiros químicos, sob a coordenação de militares lotados na unidade.
O Ministério Público apura uso irregular de instalações públicas mantidas com impostos para evento privado que cobrou R$ 1.988 por participante durante três dias.
Repercussões O ficiais e Desdobramentos Imediatos
A Corregedoria do CBMDF confirmou o recebimento da requisição do MPDFT e afirmou estar em processo de abertura formal do inquérito policial militar, destacando a gravidade da suposta violação ao uso institucional da estrutura e a necessidade de transparência nos procedimentos.
Especialistas em direito administrativo apontam que a conduta pode constituir infração disciplinar grave, com possibilidade de sanções que incluem suspensão ou demissão de militares envolvidos, além de eventual responsabilização civil por uso indevido de bens públicos.
As autoridades competentes devem ainda avaliar a compatibilidade entre as atividades religiosas propostas pelo grupo Legendários e os princípios éticos da instituição militar, bem como a adequação dos pagamentos de GSV aos parâmetros legais vigentes.



