Na última sexta-feira (9), o mercado financeiro brasileiro registrou forte valorização das ações, impulsionado pela expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno eleitoral, conforme pesquisas divulgadas no dia anterior; ao mesmo tempo, o IPCA subiu 0,82% em setembro, puxado principalmente pela valorização de 8% na energia elétrica após o fim do bônus Itaipu, enquanto o dólar recuou para R$ 4,98 e o volume negociado na B3 saltou de R$ 18 bilhões para R$ 50 bilhões em um único dia.
Contextualização Institucional e Dados Econômicos da Semana
As pesquisas eleitorais publicadas na véspera revelaram vantagem consistente de Flávio Bolsonaro sobre Lula, com voto intencional superior, o que repercutiu diretamente nos ativos financeiros, onde a expectativa de alternância de poder gerou entrada massiva de capitais estrangeiros e movimentos de hedge por parte de investidores institucionais.
O IPCA de setembro, divulgado pelo IBGE, registrou acréscimo de 0,82%, sendo a energia elétrica o principal motor da alta com incremento médio de quase 8%, consequência direta da extinção do bônus Itaipu que havia reduzido os preços no mês anterior; esse impacto foi responsável por 0,32 ponto percentual do índice total, enquanto outros grupos como transportes e alimentação também registraram expansão significativa.
O Ibovespa atingiu máximas históricas com volume negociado que triplicou para R$ 50 bilhões em um dia, refletindo a aposta do mercado na provável vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Repercussão Política e Consequências Jurídicas-Imobiliárias
A equipe econômica pré-candidata de Flávio Bolsonaro já sinaliza intenção de aplicar cortes de R$ 200 bilhões nos gastos públicos até 2027, equivalente a 1,5% do PIB, com redução drástica de ministérios e extinção de cargos comissionados, medida que já impactou a curva de juros futuros e favoreceu a queda do dólar para R$ 4,98.
Especialistas apontam que a expectativa de rigor fiscal e redução da Selic para 13,25% até dezembro dependerá da consolidação do segundo turno eleitoral, com projeções para 2028 indicando juros na faixa de 12%, abaixo dos atuais 14,5% registrados após as eleições.



