O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou à Polícia Federal sua intimação para prestar depoimento em outubro, no âmbito da investigação que apura possíveis irregularidades no caso Banco Master, quando o BC determinou sua liquidação em 2025 após o desmantelamento de um rombo bilionário em suas operações.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A Polícia Federal formalizou a convocação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para depor em outubro, como testemunha no inquérito que analisa a conduta de servidores públicos e a supervisão exercida sobre o Banco Master antes de sua liquidação pelo Banco Central em 2025, fato este decorrente da descoberta de um rombo bilionário em suas operações financeiras.
Antecedentes revelam que o Banco Master, anteriormente controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi palco de atividades suspeitas envolvendo favorecimentos a agentes públicos e repasses indevidos de informações estratégicas do sistema financeiro, conforme apurações em curso na PF que também incluíram o ex-presidente Roberto Campos Neto e o executivo André Esteves, ambos intimados para contribuir com esclarecimentos.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 2025 após a identificação de um rombo bilionário em suas operações.
Repercussão Jurídica e Estratégica dos Testemunhos
A expectativa é de que os depoimentos de Galípolo, Campos Neto e André Esteves forneçam elementos cruciais para a apuração da possível colaboração entre autoridades do Banco Central e representantes do setor privado no esquema que culminou na falência do Master.
Especialistas apontam que o caso pode desencadear revisões nas normas de supervisão bancária e reforçar mecanismos de controle interno para evitar novas irregularidades no sistema financeiro brasileiro.



