A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia do Ministério Público de São Paulo que imputa à policial militar Yasmin Cursino Ferreira o crime de homicídio triplamente qualificado contra Thawanna Da Silva Salmázio, ocorrido em abril de 2024 na zona Leste da capital, onde a vítima foi baleada durante uma abordagem policial sem resistência e morreu após 30 minutos de sofrimento sem socorro imediato.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A denúncia formalizada pelo MPSP, com base em exame pericial e depoimentos colhidos pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), demonstra que Thawanna Da Silva Salmázio, desarmada e sem provocação aparente, foi atingida por disparo da arma de serviço da policial Yasmin Cursino Ferreira durante uma discussão no meio da via pública em Cidade Tiradentes; o laudo técnico atesta que a vítima sofreu ferimento abdominal grave e permaneceu consciente por aproximadamente meia hora, em estado de intenso sofrimento, antes de receber socorro tardio, o que configura, segundo o Ministério Público, meio cruel previsto no artigo 121, § 2º, do Código Penal.
O caso ocorreu após a Polícia Militar alegar que os envolvidos estariam alterados em um desentendimento enquanto a viatura passava pelo local; no entanto, imagens registradas por câmera corporal de outro agente e testemunhos colhidos apontam que Thawanna apenas deu um tapa na face da policial antes do disparo, fato este que, segundo o MPSP, não justificou o uso letal da força e revelou ausência de medidas mínimas de contenção ou mediação.



