Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizaram ato de campanha no interior de Americana, São Paulo, onde crianças vestidas de Nossa Senhora Aparecida e "Rainha do Bem" participaram de manifestação religiosa e política em meio à controvérsia sobre a padroeira nacional.
Contexto Institucional e Histórico da Campanha
A apuração revelou que o evento ocorreu no âmbito da reta final da campanha eleitoral, com a presença confirmada de figuras religiosas e apoio logístico de moradores locais, incluindo o carreiro Júlio Staut, que trouxe do município de Jacutinga um veículo decorado com imagem da santa, reforçando a estratégia de alinhamento com símbolos católicos para conquistar eleitores do interior paulista.
O s organizadores justificaram a escolha das vestimentas infantis como mero aproveitamento das roupas utilizadas na Festa do Peão da cidade, enquanto a tia de uma das crianças, Andreia Marinho, classificou a polêmica sobre a suposta retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira nacional como fake news, defendendo a legitimidade religiosa do simbolismo empregado.
Mais de 200 crianças vestidas de Nossa Senhora Aparecida e Rainha do Bem participaram do ato eleitoral em Americana, SP.
Repercussão Jurídica e Estratégica nos Desdobramentos Políticos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a ordem do ministro André Mendonça para remover publicações que associam Flávio Bolsonaro à suposta exclusão de Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional, classificando-a como desinformação e reforçando a neutralidade obrigatória do Estado em matéria religiosa.
Tarcísio de Freitas reafirmou seu compromisso com a campanha de Flávio Bolsonaro para o segundo turno, caso haja, afirmando que pretende atuar ativamente em eventos em todo o país, consolidando a aliança estratégica entre bolsonarismo e base evangélica no interior paulista.



