O ministro André Mendonça negou o pedido de Wilson Grassi, candidato do Democratas à Presidência da República, para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinasse à Rede a obrigatoriedade de entrevistá-lo no Jornal Nacional, afastando a necessidade de intervenção judicial sobre a programação editorial da emissora.
Contexto Institucional e Procedimental da Decisão do TSE
A decisão foi tomada com base na ausência de elementos concretos que comprovassem a alegação de que a apresentação do candidato como 'Wilson Grassi (Democrata)' na pesquisa Quaest, divulgada em 14 de agosto, teria distorcido seus resultados eleitorais ou prejudicado sua elegibilidade.
A defesa de Grassi sustenta que a omissão do título 'Veterinário' – seu nome de urna – reduziu sua visibilidade perante o eleitorado, mas o presidente do TSE, André Mendonça, destacou que não há evidência estatística ou metodológica capaz de demonstrar tal impacto, reforçando que a intervenção sobre a grade televisiva exigiria prova inequívoca de viés intencional.
O partido, anteriormente conhecido como Partido da Mulher Brasileira e fundado em 2008, teve expressiva atuação parlamentar entre 2015 e 2020, chegando a 22 deputados federais, embora tenha registrado expressiva queda na representatividade eleitoral nas eleições municipais de 2024.
A transição para o nome 'Democratas' ocorreu em outubro do ano anterior sem mudança de comando interno, mantendo sua trajetória de escassa presença nas urnas em pleitos estaduais e municipais.



