Em abril de 2024, durante encontro em Londres, o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi fotografado ao lado do procurador-geral da República, Paulo Gonet, numa imagem que circula há meses e que agora desperta investigação por parte do Ministério Público Federal, após a Polícia Federal localizar o registro em seu celular e encaminhá-lo ao Ministério Público como parte das apurações sobre o Banco Master.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A Polícia Federal encontrou no celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do extinto Banco Master, uma fotografia de abril de 2024 na qual ele aparece em companhia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante evento realizado em Londres, conforme consta no relatório obtido e submetido ao ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal. A imagem, que mostra Gonet segurando um charuto diante de uma mesa com bebidas alcoólicas, foi identificada por laudos periciais e confirmada pela assessoria do titular da PGR, que informou tratar-se de registro autêntico e data fiel ao ocorrido.
O conteúdo foi repassado ao advogado Ciro Soares, defensor do Banco Master, em junho de 2025, como parte dos documentos apreendidos durante as investigações policiais que tramitam sob sigilo até a decisão de desclassificação pelo ministro do STF. A descoberta gerou questionamentos acerca dos contatos entre Vorcaro e integrantes do Ministério Público Federal, especialmente em razão das menções a autoridades públicas no material analisado.
A fotografia que registra o encontro entre Vorcaro e Gonet em abril de 2024 foi localizada no celular do ex-dono do Banco Master e desencadeou investigação no MPF.
Repercussão Jurídica e Estratégia Institucional
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) marcou para 25 de setembro a análise formal de um procedimento que investiga os contatos entre Gonet e Vorcaro no âmbito das investigações sobre o Banco Master, com foco na possível influência ou imparcialidade no exercício da função pública.
Em pronunciamento ao colegiado, Gonet negou categoricamente qualquer relação de amizade com o ex-banqueiro e afirmou não ter interesse pessoal nos processos envolvendo o empresário, defendendo sua conduta como regular e isenta de qualquer conduta irregular ou favoritismo.



