Na tarde de sexta‑feira, 11 de setembro, o executivo de futebol do Paysandu, Marcelo Sant'Ana, concedeu entrevista coletiva no último dia da janela de transferências brasileira, informando que a contratação do atacante Nico Schiappacasse depende da solução da ação trabalhista movida pelo jogador contra o Amazonas, que alega atrasos salariais e pleiteia rescisão imediata do contrato.
Contexto Institucional e Histórico da Disputa Judicial
A Justiça do Trabalho negou o pedido liminar que visava a rescisão imediata do vínculo laboral de Nico Schiappacasse, mantendo o processo aberto enquanto o atacante busca a desvinculação da O nça‑Pintada; o Paysandu aguarda o desfecho para avaliar a possibilidade de inscrição fora da janela, prevista na Lei Geral do Esporte para casos de rescisão indireta por atrasos salariais.
Nos bastidores, o clube tem analisado a legislação esportiva e o calendário da Série C, cujo prazo de registro encerrou-se na semana anterior, exigindo a identificação de exceções que permitam a contratação de atletas cujo contrato foi rescindido por motivos trabalhistas, situação que se enquadra nas disposições que autorizam a inscrição fora do período convencional.
O Paysandu aguarda a decisão judicial sobre a rescisão indireta de Nico Schiappacasse para definir sua contratação após o encerramento da janela de transferências.
Repercussão Jurídica e Estratégia O peracional
O dirigente ressaltou que a legislação permite a contratação de jogadores fora da janela quando o vínculo empregatício é rescindido por atrasos salariais, diferentemente da prática padrão, e que o clube está mapeando todas as exceções previstas na Lei Geral do Esporte para garantir a adequação ao regulamento da Série C.
Enquanto a disputa permanece em aberto, o Paysandu mantém postura cautelosa, priorizando a observância dos prazos judiciais e a conformidade com as normas federativas antes de formalizar qualquer acréscimo ao elenco.



