Equipes de resgate procuram vítimas nos destroços dos dois trens de alta velocidade envolvidos na colisão ocorrida na província de Toledo, na Espanha. O país decretou três dias de luto oficial pelas 69 mortes provocadas pelo acidente, enquanto dezenas de passageiros feridos seguem recebendo atendimento em hospitais da região.
As primeiras informações apontam que uma falha no sistema de sinalização pode ter precedido a colisão. Esse sistema é projetado para auxiliar no controle da circulação e impedir que os trens avancem quando há obstáculos ou condições inseguras na via. O gestor da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, informou que analisa os sistemas e a sequência dos acontecimentos para determinar as causas do acidente, sem confirmação oficial sobre responsabilidades individuais até a conclusão das apurações.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou estar “consternado com o grave acidente” e destacou que os serviços de emergência trabalham no local para atender as pessoas afetadas e garantir sua segurança, em coordenação com todas as administrações implicadas. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, prestou solidariedade ao governo e ao povo da Espanha, transmitiu condolências às famílias das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos. A comarca judicial sediada em Orgaz (Toledo) ficará encarregada da investigação da tragédia.



