A ofensiva estratégica de André Mendonça contra Alexandre de Moraes, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, coloca na trajetória de sucessão do tribunal, a partir de setembro de 2027, o primeiro ministro indicado por Jair Bolsonaro, com a possibilidade de Nunes Marques assumir o comando máximo da Corte caso o ministro cearense seja afastado por conta das acusações no âmbito do Caso Master.
O rdem Sucessória e Desafios Institucionais no STF
A apuração revela que a crise no Supremo transcende disputas individuais, centrada em um contexto de tensão política e jurídica que ameaça a estabilidade institucional do tribunal. Alexandre de Moraes, em exercício da presidência do STF desde 2023, vê-se ameaçado por investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Ministério Público Federal (MPF) relacionadas ao suposto desvio de recursos e manipulação de provas no âmbito do Caso Master, com possibilidade concreta de afastamento por decisão judicial.
Conforme o Regimento Interno do STF, a presidência é definida por eleição entre os ministros, com a preferência pelo membro mais antigo que ainda não ocupou o cargo, seguindo-se o segundo mais antigo para a vice-presidência; nesse cenário, a saída prematura de Moraes abriria caminho para Nunes Marques, indicado por Bolsonaro em 2020, assumindo o comando máximo da Corte com André Mendonça como vice-presidente.
Se Alexandre de Moraes for afastado do STF por acusações no Caso Master, Nunes Marques assumirá a presidência do tribunal com André Mendonça como vice-presidente em setembro de 2027.
Repercussão Política e Caminhos para a Reorganização do Poder Judiciário
A expectativa de afastamento de Alexandre de Moraes intensificou as articulações políticas entre os ministros da Corte e os representantes do Poder Executivo, com emissários da administração Bolsonaro reforçando o apoio à candidatura de Nunes Marques como sucessor imediato. Fontes próximas ao ministro indicado destacam que sua trajetória técnica e alinhamento ideológico com as pautas governistas facilitam a transição sem maiores obstáculos institucionais.
Especialistas em direito constitucional apontam que a substituição na presidência do STF ocorrerá sob pressão judicial e midiática, exigindo cautela para evitar novas fraturas no Poder Judiciário. O próximo biênio (2027-2029) definirá não apenas a liderança do tribunal, mas também o rumo das políticas públicas diante de um cenário cada vez mais polarizado.



