A Bolsa Brasileira registrou sua maior alta semanal em mais de quatro anos, com o Ibovespa subindo 8% no período, impulsionado pela euforia eleitoral e pela expectativa de reformas fiscais, enquanto o mercado mantém-se atrelado ao trade político em vista das próximas eleições.
Contexto Eleitoral e Expectativas de Reforma Fiscal
A semana foi marcada por volatilidade controlada, com o Ibovespa registrando ganho de 7,7% na segunda-feira (5) e 1,38% na sexta (9), após período de estagnação entre terça (6) e quinta (8), consolidando o melhor desempenho desde março de 2020, impulsionado pela antecipação do resultado do segundo turno eleitoral e pela perspectiva de ajuste fiscal sob eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Essa alta reflete uma reprecificação do risco político, com investidores reduzindo o prêmio exigido por incertezas institucionais e direcionando capital para ativos brasileiros, especialmente bancos, varejo e construção civil, setores que beneficiam-se da queda dos juros futuros e da descompressão do custo de capital.
O Ibovespa registrou sua maior alta semanal em mais de quatro anos, superando 8% de ganho e aproximando-se do patamar histórico de 250 mil pontos.
Repercussão de Investidores Estrangeiros e Desafios da Consolidação da Recuperação
O Morgan Stanley projeta que o Ibovespa possa atingir 250 mil pontos, refletindo a confiança renovada dos investidores internacionais, embora a manutenção desses níveis dependa da concretização das reformas fiscais e da entrada estrutural de capital estrangeiro.
Especialistas alertam que a valorização atual é sensível a notícias negativas decorrentes da inflação persistente, do preço elevado do petróleo e da volatilidade eleitoral, exigindo que a expectativa de ajuste fiscal se transforme em medidas efetivas para reduzir o risco da dívida pública.



