Um prédio de quatro andares desabou no início da noite da última sexta-feira (6), no Brás, região central da capital paulista. Segundo o relato do angolano Jhony Wanga, que trabalhava no carregamento de tecidos, os sobreviventes que possuíam celulares entraram em contato com o Corpo de Bombeiros para solicitar socorro. Wanga afirmou que mais de 15 chamadas foram feitas e que o resgate chegou ao local em cerca de sete ou oito minutos após as ligações.
Das 27 vítimas retiradas dos escombros pelos agentes do Corpo de Bombeiros, quatro apresentavam ferimentos leves e foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em situação estável. Outras oito pessoas conseguiram sair do edifício sem auxílio profissional. Enquanto aguardavam a chegada dos socorristas, os trabalhadores quebraram um vidro para facilitar a circulação de ar e evitar sufocamento pela poeira de gesso.
Jhony Wanga retornou ao local na manhã deste sábado (7) para tentar recuperar uma mochila deixada sob os destroços. O trabalhador relatou que acredita que o excesso de peso tenha causado o desabamento, mencionando que os donos do estabelecimento queriam levar toda a carga para o terceiro andar. Ele informou que cerca de 23 toneladas de tecidos estavam sendo descarregadas de um contêiner no momento do acidente e que ele estava no primeiro andar quando o teto caiu.
A reportagem apurou que o estabelecimento não possuía Auto de Licença de Funcionamento junto à Prefeitura de São Paulo nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. As circunstâncias exatas do desabamento ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.
