A primavera de 2026 inicia-se oficialmente em 22 de março, às 21h05, pelo horário de Brasília, com previsão de temperaturas acima da média, intensificação do regime chuvoso e maior frequência de tempestades em amplas regiões do Brasil, conforme estabelecido pela Nota Técnica Conjunta do Inmet, CPTEC/Inpe e Funceme, vigente até 21 de dezembro às 18h50.
Contexto Climático e Previsões Meteorológicas para a Temporada
De acordo com a análise técnica conjunta dos referidos órgãos meteorológicos, o período marca a transição entre a estação seca e a chuvosa, especialmente na porção central do território nacional, com destaque para o fortalecimento do transporte de umidade proveniente da Amazônia, impulsionado pelo El Niño em curso, que apresenta mais de 95% de probabilidade de se configurar como evento muito forte entre outubro e dezembro, segundo avaliação da NOAA.
Esse fenômeno climático deve gerar contrastes marcantes na distribuição precipitacional: o Sul, particularmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, deve concentrar os maiores volumes de chuva, com acumulados possivelmente ultrapassando a média trimestral em até 200 milímetros, enquanto o Centro-Norte experimenta déficit hídrico e aumento da incidência de ondas de calor, conforme projeções da Climatempo.
O excesso de precipitação previsto para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina pode ultrapassar a média histórica em até 200 milímetros durante a primavera de 2026.
Repercussões Técnicas e O rientações Institucionais
As autoridades ambientais e de defesa civil reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições atmosféricas, especialmente em regiões propensas a eventos severos como Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs) no Sul e Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no Sudeste e Centro-O este, com ênfase na preparação para rajadas intensas, descargas elétricas e granizo.
Especialistas apontam que o aumento da volatilidade climática exige ajustes nas estratégias de gestão de riscos, com recomendação para o monitoramento diário de boletins técnicos emitidos pelo Inmet e parcerias com instituições como a Força Nacional de Segurança Pública para ações preventivas em áreas vulneráveis.



