O deputado estadual Emídio de Souza, do PT, encaminhou ofícios ao Ministério Público de São Paulo (MPPSP) e a entidades setoriais solicitando a abertura de investigações sobre episódios de perseguição e discriminação política registrados contra apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar busca esclarecer se há participação de agentes públicos nesses casos.
A solicitação abrange listas de boicote direcionadas a comerciantes e profissionais apontados como simpatizantes do PT, com ocorrências reportadas nos municípios de Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga.
Além disso, o deputado acionou os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, cobrando uma postura oficial contra ameaças de demissão, dispensas discriminatórias e recusas de contratação motivadas por convicções eleitorais.
Segundo dados do Ministério Público do Trabalho, até 29 de outubro foram registradas 3.396 denúncias de assédio eleitoral em 2026, sendo que 620 delas ocorreram no estado de São Paulo, que lidera o levantamento nacional.
Emídio também solicitou providências ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) após o cardiologista Clederson Henry Dina, vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein, ter publicado ataques contra apoiadores de Lula nas redes sociais.
Em publicação no Instagram, o médico escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”, afirmando possuir “recursos” para recusar pacientes sem especificar como identificaria a orientação política deles.
O Hospital Israelita Albert Einstein emitiu nota oficial repudiando qualquer tipo de discriminação e declarou que a fala do profissional não reflete o posicionamento da instituição. O caso está atualmente sob análise interna pelo hospital.



