Em uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) de São Paulo, o advogado Sidiclei da Costa Almeida, preso em 28 de agosto, negociou valores entre o empresário Thiago Marcel Magnabosco e agentes civis para facilitar a liberação de cargas de eletrônicos descaminhados, totalizando uma propina de R$ 700 mil e R$ 35 mil em honorários em agosto de 2024.
Contexto Investigativo e Dinâmica de Corrupção
A apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou que Sidiclei da Costa Almeida utilizava a expressão "caixinha da alegria" para descrever uma caixa de papelão preenchida com maços de dinheiro, fotografada por ele durante o processo de arrecadação para um suposto "acerto" com policiais civis envolvidos na liberação de mercadorias irregulares.
Segundo os registros investigativos, a propina totalizou R$ 700 mil em agosto de 2024, composta por transferências bancárias e pagamentos em espécie, além de R$ 35 mil referentes a honorários profissionais, enquanto o Gaeco sustenta que o advogado atuava como intermediário entre o empresário foragido Thiago Marcel Magnabosco e agentes públicos, fornecendo chaves Pix e coordenando a entrega das cargas sob escolta da Polícia Civil.
O montante total da propina somou R$ 735 mil, incluindo honorários, evidenciando um esquema estruturado de corrupção com participação de autoridades policiais civis.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
As autoridades do Gaeco indicam que a investigação visa desmantelar uma rede de influência entre agentes públicos e particulares, com risco de ampliação para outros casos semelhantes no estado, enquanto o advogado permanece sob custódia preventiva após decisão judicial que acolheu o pedido de prisão preventiva com base em indícios robustos de crime organizado.
Especialistas apontam que o caso pode gerar repercussão nacional ao expor mecanismos de suborno sistemáticos dentro das forças de segurança estaduais, demandando providências imediatas por parte do Poder Judiciário e dos órgãos fiscalizadores.



