Uma pesquisa da Quaest, realizada em parceria com a empresa Pax, revelou que 18% das mulheres brasileiras consideram que a tecnologia pode ser mais eficaz no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, tornando-se o tema prioritário entre o sexo feminino, enquanto entre os homens a mesma proposta aparece em 10%, atrás do combate a facções criminosas (12%), evidenciando uma divergência de prioridades de segurança entre os gêneros.
Contexto Institucional e Aperfeiçoamento Tecnológico na Segurança Pública
A pesquisa, baseada em levantamento presencial com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, realizado entre 12 e 15 de setembro, aponta que 76% das mulheres e 63% dos homens percebem um agravamento significativo da violência nos últimos dois anos, conforme dados da Quaest em conjunto com a Pax, empresa especializada em segurança pública. A análise também revelou que 45% das mulheres avaliam negativamente o trabalho da polícia no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, contra 33% dos homens, indicando insatisfação institucional por parte do sexo feminino em relação às medidas adotadas.
Além do foco no combate à violência de gênero, o estudo demonstra amplo suporte popular ao uso de inteligência artificial aplicada à segurança: 93% das mulheres e 86% da população em geral defendem a adoção de câmeras integradas a sistemas de IA, enquanto apenas 9% manifestam oposição, sendo 5% totalmente contrários e 4% mais críticos que favoráveis.
93% das mulheres acreditam que câmeras com inteligência artificial podem revolucionar o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.
Repercussão Imediata e Desafios Regulatórios
As declarações da Secretaria Nacional de Segurança Pública reforçam a necessidade de modernizar as estratégias de prevenção, once o estudo indica forte aceitação social das tecnologias emergenciais para reduzir índices alarmantes de violência contra mulheres. Autoridades reconhecem o potencial das ferramentas digitais, mas ressaltam a urgência de regulamentar seu uso com critérios claros de privacidade e transparência.
Diante do panorama, especialistas apontam que a implementação efetiva dessas tecnologias dependerá da articulação entre gestores públicos, setor privado e sociedade civil, com ênfase na capacitação técnica e na fiscalização independente para garantir que a inovação sirva ao interesse coletivo sem comprometer direitos fundamentais.



