O influenciador digital Bernardo Küster, alvo de operação de busca e apreensão conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes do STF em 2020, encontra-se atualmente responsável pela coordenação estratégica da campanha do deputado estadual Marcio Pacheco (Republicanos-PR), candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026, tendo recebido a quantia de R$ 36 mil pelos serviços prestados à referida candidatura, fato que já foi oficialmente declarado à Justiça Eleitoral.
Contexto Institucional e Histórico da Contratação
A investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes em 2020, que culminou na operação de busca e apreensão contra Bernardo Küster, apontou para indícios de práticas criminosas relacionadas ao uso sistemático de redes sociais para disseminação de conteúdos considerados como fake news, o que motivou o bloqueio temporário de seus perfis digitais e gerou amplo debate sobre os limites da liberdade de expressão no ambiente virtual.
O mesmo Küster, após o término da apuração judicial, firmou contrato com a campanha de Marcio Pacheco, parlamentar de Curitiba que busca a eleição para a Câmara dos Deputados em 2026, assumindo o papel de estrategista responsável pela preparação pública do candidato e assessoria política especializada, tendo recebido a totalidade de R$ 36 mil por seus serviços, valor que se configura como único registro de contratação entre o influenciador e algum candidato às eleições de 2026 até o momento.
Bernardo Küster recebeu R$ 36 mil pelos serviços estratégicos prestados à campanha de Marcio Pacheco (Republicanos-PR) rumo à Câmara dos Deputados em 2026.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuros
A formalização do contrato por parte do deputado estadual Márcio Pacheco, único candidato a declarar publicamente a contratação de Küster até o presente momento, gerou questionamentos por parte de órgãos competentes sobre a adequação da atuação do influenciador junto à legislação eleitoral vigente e aos princípios éticos da transparência nas campanhas políticas.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a continuidade da atuação do influenciador junto à candidatura pode acarretar sanções administrativas ou anulação de votos caso sejam comprovadas irregularidades na prestação de serviços não declarados ou na utilização indevida de recursos públicos vinculados à campanha.



