Na quinta-feira (15/10), o Senado Federal iniciará a votação em dois turnos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que propõe responsabilizar penalmente menores a partir dos 14 anos para crimes hediondos e 16 para a maioria das infrações, após aprovação de calendário especial que reduz o prazo entre as sessões.
Contexto Legislativo e Estratégia de Aliança O posta
A inclusão da redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública foi formalizada por meio de emenda apresentada na quarta-feira (14/10), sob a coordenação do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, e com apoio explícito do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência pela aliança PL-Bolsonaro.
A medida contorna a resistência histórica do governo Lula (PT) à proposta, já que o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), inicialmente planejava apresentar alteração limitada à redução da maioridade para 16 anos exclusivamente em crimes hediondos, mas sua bancada optou por descartar a iniciativa.
A PEC da Segurança Pública prevê responsabilização penal a partir dos 14 anos para delitos hediondos e 16 para a maioria dos crimes, marcando uma ruptura com o ordenamento atual.
Repercussão Institucional e Desafios do Sistema Prisional
O governo federal e setores da sociedade civil manifestam preocupação com possíveis agravantes na superlotação carcerária e na exposição de adolescentes a estruturas de influência criminosa, argumentando que a medida pode sobrecarregar o sistema prisional já enfrentando déficit estrutural.
A votação em dois turnos na quinta-feira exige quórum de 49 votos em cada etapa, colocando em evidência a polarização entre bancada governista, que rejeita a proposta, e aliados da oposição que defendem a urgência da reforma penal.



