Flávio Bolsonaro (PL) insere-se como principal representante da direita na corrida presidencial, após decisões estratégicas do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, e o repasse de R$ 61 milhões por Daniel Vorcaro para a produção da cinebiografia Dark Horse, fato apurado pela Polícia Federal que desencadeou inquérito contra o senador.
Contexto Institucional e Antecedentes da Escolha Eleitoral
A formalização da candidatura ocorreu após o recuo inicial de Flávio em dezembro de 2025, quando, diante de dúvida sobre sua permanência na disputa, o senador afirmou que seu nome era 'irreversível', consolidando-se como candidato oficial do Partido Liberal após deliberação do núcleo familiar e aliança com o PL.
A escolha do filho como principal candidato se deu num cenário de inelegibilidade de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e preso desde 2023, o que obrigou a legenda a buscar um perfil capaz de manter a influência política da legenda sem depender da figura direta do ex-mandatário.
O repasse de R$ 61 milhões por Daniel Vorcaro para a produção da cinebiografia Dark Horse configurou como principal fonte de financiamento controverso à campanha de Flávio Bolsonaro.
Repercussão Política e Desafios para a Chapa Combinada
A seleção de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice-presidencial, formalizada em 5 de agosto após fracasso em firmar alianças com PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, evidencia a estratégia de manter a chapa restrita ao PL diante da dificuldade em ampliar a base eleitoral com partidos centristas ou conservadores independentes.
As tensões internas, incluindo críticas de aliados como o senador Ciro Nogueira (PP) que defendeu a investigação de Flávio e as polêmicas familiares envolvendo Michelle Bolsonaro, que inicialmente se distanciou do projeto antes de se reconciliar em julho, colocam em xeque a estabilidade da campanha frente ao calendário eleitoral.
R$ 61 milhões
do empresário
de Daniel Vorcaro
a Flávio Bolsonaro
o senador



