Carregando...
Voltar para a página inicial
Geral

Veja a cronologia de como a investigação contra Flávio avançou em outubro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 58 min
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Veja a cronologia de como a investigação contra Flávio avançou em outubro
Fatos Rápidos da Notícia
  • A investigação contra o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avançou neste mês de outubro, apontam documentos obtidos pela CNN.
  • A investigação nasce em um inquérito na 11ª Vara Federal de Porto Alegre que apurava empresas intermediadoras de pagamento de casas de apostas. Nesse inquérito, foi produzido um Relatório de Informações de Polícia Judiciária, um relato da PF (Polícia Federal) sobre o que havia encontrado até então com base em elementos de prova na nuvem do empresário e advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
  • O elemento suspeito mais forte encontrado contra Flávio é um e-mail de uma funcionária de Willer Tomaz enviado ao Banco Santander, no qual ela pede para desvincular Flávio da conta Alcazar Holding.
Resumo Editorial

A investigação contra o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avançou neste mês de outubro, apontam documentos obtidos pela CNN.

A investigação contra o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) avançou neste mês de outubro, apontam documentos obtidos pela CNN.

Veja a cronologia:

A investigação nasce em um inquérito na 11ª Vara Federal de Porto Alegre que apurava empresas intermediadoras de pagamento de casas de apostas. Nesse inquérito, foi produzido um Relatório de Informações de Polícia Judiciária, um relato da PF (Polícia Federal) sobre o que havia encontrado até então com base em elementos de prova na nuvem do empresário e advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.

Nesse relatório, constam operações financeiras de Willer, a relação dele com o chefe de gabinete de Nancy Andrighi, ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e com um ex-subprocurador-geral da República, além de dados que apontam a relação de amizade dele com Flávio: fotos dos dois e das duas famílias, inclusive reservas de avião referentes a viagens à Europa.

O elemento suspeito mais forte encontrado contra Flávio é um e-mail de uma funcionária de Willer Tomaz enviado ao Banco Santander, no qual ela pede para desvincular Flávio da conta Alcazar Holding.

O delegado da PF responsável pela investigação pega a informação e a protocola diretamente no STF (Supremo Tribunal Federal), sem avisar o juiz. O protocolo foi feito em 8 de outubro. Aliados de Flávio veem aqui a primeira situação atípica. Dizem que, quando há um inquérito em primeiro grau e surge uma autoridade com prerrogativa de foro, o caminho normal seria avisar o juiz, que encaminharia o caso ao STF. No caso, foi a PF que fez o alerta ao STF.

Em 13 de outubro, o presidente do STF, Edson Fachin, pede que o delegado responsável pelo protocolo preste esclarecimentos. Ele explica a situação, e Fachin distribui o inquérito. Alexandre de Moraes é sorteado relator.

Em 16 de outubro, a nove dias do segundo turno, Moraes recebe os autos.

Em 19 de outubro, Moraes determina uma operação que tem como alvo o funcionário do STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspeito de vazar informações a Willer Tomaz.

Em 23 de outubro, à noite, duas horas antes do debate da Rede Globo, Moraes manda bloquear as contas de Willer Thomaz e expede ofício ao Banco Santander para verificar se Flávio Bolsonaro tinha relação com a conta.

Em 25 de outubro, pela manhã, dia do segundo turno das eleições, o Santander responde a Moraes que o único usuário master da conta Alcazar é Willer Tomaz. O banco mostra que, na relação completa de pessoas cadastradas ao longo de toda a vigência da conta, Flávio Bolsonaro não aparece em nenhum momento, nem como master nem em perfil secundário. Veja o documento abaixo.

Em 25 de outubro, à noite, já após o resultado eleitoral, a PF apresenta petição requerendo o passaporte de Flávio Bolsonaro. A justificativa é a entrevista de Eduardo Bolsonaro, no dia 23, na qual ele disse que, se perdesse a eleição, Flávio deveria deixar o país para não ser preso. A petição também trata da suspeita de que o senador teria uma conta conjunta com Willer Thomaz no Santander, negada pela manhã pelo próprio banco.

Ainda na noite de 25 de outubro, Moraes decreta a apreensão do passaporte de Flávio. Aliados do candidato derrotado apontam que o ministro decretou a cautelar com base em um fato desmentido pelo Santander e na declaração de um terceiro, Eduardo Bolsonaro, defendendo que ele deixasse o país.

Na segunda-feira (26), após a eleição, a PF notifica Flávio para entregar o passaporte em 24 horas.

Aliados dizem que Flávio Bolsonaro foge com a família para os Estados Unidos.

A CNN procurou a PF e o ministro Alexandre de Moraes, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio