Uma mulher de 47 anos foi detida nesta sexta-feira (28/8) pela Polícia Civil de Goiás sob a suspeita de ter organizado o homicídio do próprio marido, Aurélio Campos de O liveira, biomédico e empresário, cujo corpo foi encontrado morto na madrugada de 1º de maio no interior de Goiatuba, após ter sido submetido a pauladas, disparo de espingarda e injeção de sedativo veterinário para fragilizar sua resistência.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
As investigações policiais, coordenadas pela Delegacia de Homicídios de Goiás, reconstituíram o cronograma do crime ocorrido em 30 de abril, quando Aurélio foi vulnerabilizado com uma substância sedativa de uso veterinário antes de ser agredido com pauladas no rosto e baleado com uma espingarda calibre 38; a perícia técnica confirmou a presença dos três elementos – dois homens e a esposa – no local e apontou que o crime foi planejado com antecedência.
A motivação central, segundo laudo da Polícia Civil, reside na contratação de um seguro de vida no valor nominal de R$ 1 milhão, realizado em fevereiro por Aurélio com sua esposa como única beneficiária, o que gerou indícios claros de interesse patrimonial por parte da mulher.
O seguro de vida contratado pela vítima somava R$ 1 milhão, valor que motivava o planejamento meticuloso do homicídio.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Processuais
A Justiça Federal de Goiás já concedeu prisão preventiva à mulher e aos dois co-autores, que permanecem à disposição da magistratura, enquanto o Ministério Público aguarda o laudo pericial para formalizar a denúncia por homicídio qualificado e tentativa de fraude segurária.
Especialistas em direito penal apontam que, se comprovada a trama, os réus responderão por pena estimada entre 30 e 40 anos de reclusão, com agravantes previstas no Código Penal para homicídio qualificado e estelionato contra seguradora.



