No domingo, 11 de outubro, a plataforma Comitê Popular de Luta registrou 156 manifestações em 76 cidades brasileiras em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando-se como principal mecanismo de mobilização petista para o segundo turno eleitoral.
Contexto Institucional e Mobilização Política
A Comissão de Direitos Humanos da Presidência da República confirmou a extensão das ações coordenadas pela Comissão Nacional de Mobilização Política do PT, que contabilizou 156 registros oficiais em 76 municípios, com predominância de manifestações organizadas por coletivos populares e sindicatos afetos ao partido.
O evento ocorreu em um cenário de elevada tensão política, marcado pela recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral de barrar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e pela manutenção da cláusula de desempenho nas pesquisas eleitorais, fatores que intensificaram a urgência de mobilização das bases lulistas.
Mais de 1 milhão de pessoas compareceram ao ato na Avenida Paulista, reunindo lideranças partidárias e movimentos sociais em um dos maiores conglomerados urbanos do país.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que assumiu temporariamente o cargo após licença médica de Lula, ao lado da primeira-dama Janja Lula da Silva e dos ministros Fernando Haddad e Guilherme Boulos, evidenciou a estratégia de unificação da liderança petista para enfrentar a polarização crescente no eleitorado.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, destacou que as ações registradas representam apenas uma fração da real dimensão da adesão popular, considerando que muitas manifestações ocorreram espontaneamente sem registro formal.



