Na madrugada de 29 de agosto, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói condenou Clodoaldo Queiroz de O liveira, conhecido como Gustavo, ex-integrante da dupla sertaneja Tony e Gustavo, ao regime inicialmente fechado por 28 anos de reclusão em razão do feminicídio triplamente qualificado de sua esposa, Karen Mancini, servidora do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), crime praticado em abril de 2024 na residência do casal em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Procedimental da Apuração
A decisão, proferida por unanimidade pelos jurados após exaustiva apreciação das provas periciais e testemunhais, destacou a brutalidade extrema dos atos e a ausência total de socorro à vítima, conforme constou no laudo necroscópico que registrou 114 golpes distribuídos por rosto, pescoço, tórax, abdômen, braços e pernas, com traumatismo crânioencefálico como causa imediata da morte.
O julgamento teve início na sexta-feira (28/8) e a sentença só foi lida às 2h do sábado seguinte, após intensa deliberação que considerou as qualificadoras de meio cruel e motivação fútil, com a magistrada juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce ressaltando a frieza criminal e o descaso mortal do réu.
O crime resultou em 114 golpes mortais distribuídos em múltiplas partes do corpo da vítima.
Repercussão Jurídica e Institucional Pós-Julgamento
A decisão reforça o rigor penal aplicável aos crimes contra a vida com agravantes de extrema violência e ausência de auxílio à vítima, consolidando precedente para futuros julgamentos no sistema judiciário brasileiro.
O Ministério Público Federal já sinalizou a possibilidade de interposição de recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal, enquanto o TCE-RJ manifestou publicamente seu repúdio ao ato que vitimou uma servidora pública.



