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Economia

Mulheres ocupam 17% dos conselhos corporativos brasileiros, revela KPMG

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 03:14
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Mulheres ocupam 17% dos conselhos corporativos brasileiros, revela KPMG
Fatos Rápidos da Notícia
  • A participação de mulheres nos conselhos de administração de empresas abertas brasileiras atingiu 17% em 2026, o maior patamar registrado nos últimos 13 anos, segundo pesquisa da KPMG que analisou 261 companhias listadas na Bolsa de Valores.
  • Em 2013, as mulheres ocupavam 6% desses cargos, percentual que avançou para 16% em 2023 e chegou ao atual índice de 17%.
  • 96% das empresas analisadas consideram seus controles internos adequados, enquanto 83% informam contar com uma área específica para gerenciamento de riscos, ante 61% em 2010.
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

A participação de mulheres nos conselhos de administração de empresas abertas brasileiras alcançou 17% em 2026, marcando o maior patamar dos últimos 13 anos, conforme pesquisa da KPMG que analisou 261 companhias listadas na Bolsa de Valores.

Contexto Institucional e Histórico da Evolução dos Representantes Femininos

A pesquisa da KPMG, realizada com base em dados de 261 empresas listadas na B3, revelou que o percentual de mulheres nos conselhos corporativos subiu de 6% em 2013 para 17% em 2026, evidenciando uma trajetória de progresso acelerado desde a última década. Em 2023, o índice já registrava 16%, sinalizando um avanço contínuo impulsionado por mudanças estruturais na governança corporativa e pela pressão exercida por stakeholders exigentes quanto à inclusão.

Essa evolução ocorre num cenário no qual a maioria esmagadora das organizações (96%) mantém controles internos considerados adequados e 83% dispõem de áreas específicas para gerenciamento de riscos, números que refletem maturidade institucional, ainda que o ingresso feminino nos espaços decisórios continue limitado frente a benchmarks globais.

Ponto de Destaque

A participação feminina nos conselhos de administração atinge 17%, representando o máximo histórico dos últimos 13 anos no Brasil.

Repercussão Institucional e Desafios Persistentes na Busca por Equidade

Segundo Fernanda Allegretti, especialista citada em entrevista à, o índice brasileiro permanece aquém da média das grandes corporações globais, onde mais de 34% das empresas da S&P 500 contam com mulheres em seus conselhos, e da média da O CDE, registrada em 29%. Ela ressaltou que a lentidão reflete barreiras culturais enraizadas, mesmo com a demanda crescente das próprias colaboradoras por maior representatividade em cargos de decisão.

Especialistas apontam que, apesar dos avanços legislativos e da conscientização sobre diversidade, a efetividade das políticas ainda depende da disposição dos conselheiros em romper com práticas tradicionais. Com os controles internos robustos e gerenciamento de riscos em alta, as empresas estão mais preparadas para enfrentar desafios emergenciais, como ciberameaças e uso inadequado de inteligência artificial, mas a inclusão efetiva de mulheres nos fóruns estratégicos permanece como tarea pendente.

Atenção / Ponto Crítico
Embora os controles internos sejam considerados adequados por 96% das empresas, a falta de diversidade nos conselhos pode gerar riscos reputacionais e legais diante da crescente exigência regulatória internacional.

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