O bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, igreja frequentada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), condena o culto à Rainha dos Céus em sua obra A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicada em 2001 pela editora Doxxa, enquanto Flávio Bolsonaro, após batizar-se na instituição em 2024 e anunciar pré-candidatura presidencial em dezembro de 2025, afirma que, se eleito, decretará que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo, afastando a tradição católica da qual a Igreja vê a Rainha dos Céus como intercessora.
Contexto Histórico e Fundamentação da Crítica Teológica
A análise do texto reproduzido pelo blog do pastor Sérgio Lourenço revela que JB Carvalho fundamenta sua condenação ao culto à Rainha dos Céus na interpretação exegética dos capítulos 7 e 44 do livro bíblico de Jeremias, afirmando que os habitantes de Judá provocaram a ira divina ao oferecer incenso, alimentos e libações a uma divindade feminina, atribuindo-lhe prosperidade e suprimento de necessidades em detrimento do Deus de Israel.
O s antecedentes da relação entre Flávio Bolsonaro e a Comunidade das Nações remontam a 2024, quando o senador e sua esposa Fernanda foram batizados na instituição em Brasília, consolidando uma conexão institucional que se acentuou em dezembro de 2025 com a primeira aparição pública do político na igreja após anunciar sua pré-candidatura presidencial.
A condenação explícita de JB Carvalho ao culto à Rainha dos Céus ressalta que essa prática é considerada por ele uma disputa pela glória exclusiva reservada a Deus.
Repercussão Política e Desdobramentos na Campanha Eleitoral
A declaração de Flávio Bolsonaro sobre a necessidade de um Brasil 'do Senhor Jesus Cristo', proferida em vídeo nas redes sociais em agosto de 2026, gerou reações imediatas dentro da comunidade católica, inclusive homilias proferidas por bispos da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, evidenciando a polarização entre posturas evangélicas e tradicionais no cenário político brasileiro.
A entrega do livro Metanoia ao presidente Jair Bolsonaro em novembro de 2025, durante visita à Superintendência da Polícia Federal, reforça o vínculo ideológico entre os irmãos e sinaliza estratégia de alinhamento com lideranças evangélicas como peça-chave para consolidação da base eleitoral rumo às eleições de 2026.



