O cinebiografia Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de 2018 e a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve sua estreia nos cinemas brasileiros adiada para 2027, após a Europa Filmes informar a necessidade de maior tempo para estruturação da campanha de marketing e adequação às exigências regulatórias da Ancine.
Contexto Institucional e Investigações sobre Financiamento
A produção, dirigida pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh e com duração estimada de 1h40, foi formalmente registrada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) em agosto como obra estrangeira, porém ainda aguarda as certificações necessárias para exibição comercial em caráter inédito no território nacional.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelam suspeitas de desvio de recursos públicos — cerca de R$ 61 milhões — oriundos de emendas parlamentares e repasses vinculados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a financiamento da obra, o que configura possível prática de lavagem de dinheiro segundo o Ministério Público.
O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, só poderá ser exibido em 2027, após desvios de cerca de R$ 61 milhões em recursos públicos.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A O peração deflagrada em setembro contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina Ferreira da Gama, sócios da produtora Go Up Entertainment, evidenciam a ampliação das investigações da PF sobre o uso irregular de verbas públicas na cadeia produtiva do filme.
Especialistas apontam que, caso a Justiça confirme a prática delitiva, os responsáveis poderão responder por crimes previstos no Código Penal, com possibilidade de prisão e perda do crédito tributário vinculado ao projeto.



